Ausência paterna e suas consequências!!!

Acredito que esse seja um dos temas mais importantes para se falar. É um dos assuntos centrais da minha vida. A figura do pai, é a coisa mais importante na vida de um filho, é ela que determinará a prisão ou a liberdade. Mas antes de qualquer coisa, precisamos entender o significado dessa palavra tão pequena e tão poderosa. No dicionário, a palavra pai significa “homem que gerou um ou mais filhos, genitor, progenitor”, porém, na verdade, vai muito além disso. Qualquer um pode ser um procriador, pode gerar um filho, até os animais fazem isso. Agora, ser pai é muito mais do que apenas gerar e dar o sustento para seus filhos, e muitos cometem esse grande erro a vida toda. Hoje, vocês pais, terão a oportunidade de mudar isso, e vocês filhos, encontrarão a forma de receber a cura dessa ausência.

Como eu iniciei, esse assunto mexe demais comigo, inclusive, eu sempre adiava falar sobre isso aqui no Blog, pois sei que estarei iniciando um grande batalha espiritual, mas Deus me curou para que eu fosse instrumento de cura para outras pessoas. Eu não conheci a pessoa que me gerou, o meu “pai”, ele abandonou minha mãe quando eu ainda estava na barriga dela, e isso é algo tão natural hoje em dia, mas não podemos considerar isso como normal, talvez, aos seus olhos parece algo simples, mas isso já causa uma sensação de rejeição, antes mesmo da criança nascer. Continuando, quando eu tinha uns 2 anos de idade, minha mãe conheceu um homem maravilhoso, e esse homem me criou da melhor forma que ele poderia fazer, ele cuidava da minha mãe como uma Rainha, e cuidava de mim, como uma princesa, fazia de tudo por mim, todo mundo, realmente achava que ele era meu pai, pela forma que ele me gerou dentro do seu coração, e eu o considerava também, ele foi a figura paterna na minha vida, mas mesmo assim, eu ainda tinha o sentimento de que eu fui rejeitada pelo meu procriador, e para quem já viveu ou vive isso, é a pior sensação do mundo, você não consegue se livrar disso com facilidade. Pouco tempo depois de eu completar 10 anos, meu pai, que me criou, veio a falecer, um câncer tomou conta do seu pulmão e como foi descoberto muito tarde, os tratamentos não deram resultado. Então, começaram os piores anos da minha vida, eu tinha sido rejeitada pelo meu procriador antes mesmo de nascer, e agora, eu tinha perdido a única sensação de ter um pai. Poucas pessoas sabem dessa parte da minha vida, porquê eu não conseguia falar sobre isso, de jeito nenhum, só os mais próximos mesmo. E com isso eu me tornei uma pessoa insegura, já falei um pouco sobre isso em uma postagem anterior, eu era rodeada de medos, principalmente, de perder mais alguém. Geralmente, eu iniciava algo, um estudo, um curso, até faculdade, e não conseguia concluir. Eu não tive meu pai acompanhando a minha ida para o ensino médio, quando comecei a me relacionar, ele não estava lá para me orientar, ou até para me proibir de namorar tão nova, não quis fazer festa de 15 anos, pois não teria ele lá para dançar a valsa comigo, não enxergava sentido em ter. Eu não tinha uma voz que me confirmasse dia após dia, que mostrasse o que eu realmente era, então a minha identidade foi deturpada, na adolescência, eu me perdi dentro das crises que eu enfrentava no meu interior e a maioria delas, eu enfrentei calada. Minha mãe, por melhor que seja, ela não era o meu pai, ela não conseguia suprir essa ausência na minha vida. Então, não venha me dizer que sua mãe é como um pai também, eu falava isso, e dentro de mim, eu sabia que isso não era verdade. Ela fez tudo por mim, inclusive, abrir mão dos sonhos dela para eu viver os meus, ela é a melhor mãe do mundo inteiro, mas uma coisa ela nunca conseguiu, suprir a lacuna que havia dentro de mim, só uma coisa preenchia esse vazio: PATERNIDADE. E para piorar a situação, minha mãe casou de novo, e eu odiava o marido dela, pois, ele nem de longe, era uma referência paterna na minha vida, no início do casamento minha mãe sofreu muito, com isso, eu me bloqueie para o casamento, terminei um relacionamento em que eu estava a 5 anos, estava noiva, por medo de sofrer a mesma coisa, acabei me relacionando com outras pessoas, mas quando ficava algo sério, e principalmente, quando aparecia a palavra, casamento, eu terminava, eu não conseguia levar a frente. Minha mãe, sempre foi muito sábia e conseguiu, com muita persistência, restaurar o casamento dela, mas aquele não era o modelo de casamento que eu queria.

Em 2011, eu conheci a Igreja Apostólica da Família, e uma das coisas que é muito ministrada lá, é sobre paternidade, lá eu ganhei um pai espiritual, que mudou todo o rumo da minha vida, e principalmente, eu consegui enxergar Deus como PAI e não apenas como SENHOR. O vazio que havia dentro de mim, estava sendo preenchido aos poucos, eu entrei em um processo bem profundo de cura, que levaram anos. Eu cheguei ao ponto de não querer me casar, até que eu conheci o Matheus, foi quando eu perdi o medo de entregar meu coração verdadeiramente, de fazer planos, de querer constituir uma família, mas não foi fácil esse processo, no meio do caminho, eu pensei em desistir, mesmo estando em um processo de cura, esses medos voltavam de vez em quando. Em 2013, finalmente, eu tive a coragem de me casar com ele. E foi a melhor decisão que eu tomei. Hoje, eu sou uma pessoa mais determinada, quando começo a fazer algo vou até o fim, não conheço mais a palavra desistência, pois eu tenho um Pai que me ama muito (Deus) e tenho dois pais espirituais, que me adotaram como filha, cuidaram de mim, me mostraram o que fazer e como fazer, me confirmam sempre, me mostram quem sou e onde posso chegar, acreditam de verdade em mim. Isso mudou a minha vida.

Eu contei um pouco da minha história, para você filho, entender que talvez, mesmo tendo um pai vivo, ele seja ausente, ou abandonou você e sua mãe, ou mesmo estando, dentro da mesma casa, ele só acha que tem a obrigação de prever o sustento da família, mas não te dá amor, não fala palavras de afirmação, não desenvolve o seu melhor, não te direciona, que existe um Pai que te olha lá de cima e pode preencher esse vazio e Deus nos dá também referências boas de paternidade, é só você saber identificá-las e reconhecê-las. E para você, pai, entender que seu papel vai muito além de apenas trabalhar para “colocar comida na mesa”, você é a voz que dará rumo a vida do seu filho, escolha bem as palavras que serão utilizadas em direção aos seus filhos, elas serão sementes de vida ou de morte, você é a resposta para todas as perguntas internas dele ou dela, então, se posicione como um manto de paternidade curada na vida deles. Semana passada, eu indiquei a leitura do meu livro preferido, que foi escrito pelo Apóstolo Brivaldo, “Paternidade, o caminho da cura”; esse livro foi um dos instrumentos de cura na minha vida, nele você irá se aprofundar melhor nesse assunto.

Eu creio que a maioria dos problemas que enfrentamos hoje, no mundo, é porquê falta o posicionamento de homens como PAIS VALENTES, que lacem seus filhos ao alvo. A partir do momento, que se levantarem pais curados, o mundo entrará em uma ordem absoluta, em todos os níveis. A minha oração é que a orfandade chegue ao fim na humanidade.

“A Paternidade é a única solução para a humanidade.”

Apóstolo Brivaldo Vasconcelos Jr.

 

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2 comentários em “Ausência paterna e suas consequências!!!

  1. Meus pais são separados há muitos anos, por isso seu texto foi tão importante para mim. Realmente é difícil suprir a lacuna que um pai deixa na vida de um filho, e hoje vejo bem isso em minha vida… Tenho medo de relacionamentos e dificuldade em me abrir para as pessoas… E também acredito que só Deus, com sua infinita paciência e bondade, é capaz de me curar. Acho (espero) estar num processo de restauração também… Espero que dê tudo certo no final!

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